
Acabo por reflectir, por pensar, por remexer na minha alma, nos meus sonhos, nas minhas palavras e é nesses momentos dou por mim reconstruir sentimentos, sensações e factos sobre o vazio que me corre nas veias… Aparentemente parece que já não sei escrever ou então fico com a sensação de que o que escrevo é de pouco valor.
Tornei-me anónima num mundo que parecia ser meu, desconhecendo os passos que dava pela ruas desgastadas de tanto serem torturadas com os meus problemas, os meus sonhos…as minhas ideias. Aparentemente tudo se tornou próximo o mundo passou a ser conhecido e eu era empurrada para fora como se estas vivências não fossem minhas. Até a mim eu me exclui.
Digo e volto a repeti-lo as palavras estão gastas de tão próximas ou usadas que parecem não fazer algum sentido.
Eu não criei aquele espaço para não entrarem lá e ser dito mentalmente “oops enganei-me” há e haja, por favor, vontade de ler, de me conhecer de me fazer correr o sangue nas veias.
Eu sou aquelas palavras, aqueles sonhos e até aqueles horrores, as lágrimas e as batalhas pelo mundo exterior ou pelo meu.
Eu sou tudo aquilo que se assemelha às letras, aliás eu sou a menina que sempre achou que numa frase nada teria sentido nem beleza. Sinceramente, neste momento estou a pensar o que sou? E com as poucas certezas que tenho respondo que não sei, mas procuro por tal…
"Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco..." Mário Cesariny