quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um céu de tom escarlate..

Posso dizer que faz tempo que não te pego.. que não mexo nestas palavras....

Escarlate

Eis que chega a noite...
As cigarras silenciam-se, o calor abrasador deu lugar ao vento fresco que percorre este espaço enquanto o sol se põe.
O céu pinta-se com tons carmesins, escarlate... um vermelho fogo, misturado com tantas outras cores que não achamos possível. Fiquei focada a ti, parece-me que a cada lufada de ar um novo rastilho é acesso, com a certeza de que o amanha terá um pouco mais do hoje, com mais cigarras que gritam e se agitam debaixo de tal temperaturas! Poderá parecer irritante, mas é a aquilo que lhes está destinado, apenas podem seguir tal caminho, dia a pós dia!

São paisagens como estas que me esquecem a alma e me deixam pensar que amanha sentirei tudo isto e voltarei a sorrir, pois já faz parte. :)

Liliana, 11 de Setembro de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

Até já Leiria...


Nunca sorri tanto na vida com vontade de chorar. Deixar isto para trás custa tanto, deixar pessoas, deixar imagens e vontades… deixar sonhos. Agora chega a realidade de ter de dizer adeus, a realidade de algo que vem agora, vem de novo. Novo rumo, novo percurso. Vamos em frente que não sou mulher de me ficar!
Aqui levo Leiria, levo as saudades, os bons momentos, os sorrisos os abraços e as noites. Levo tudo porque enquanto quisermos as vivências não desaparecem. Escolhi duas armas: o papel e a imagem, a fotografia, a expressão de um momento e as horas, as várias horas. Escolhi-as com pormenor de quem seguiu em frente, mesmo com os atritos, por este caminhos, antes desconhecidos, e, agora, tão nossos… Com estas caras que antes não nos eram nada e agora nos dizem tanto, são partes, fragmentos de experiência vivenciadas por nós.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Algo platónico...


Hoje, mais que nunca preciso de uma partilha entre o eu e a folha de papel, tendo como condutor a caneta que agarro nas minhas mãos.

Estou insaciável e nada me pára a mente. O que me leva a dizer:
Preciso de cativar, de pegar nas linhas e viciar-me a elas como alguém que tem um amor proibido. Este não pode acontecer, mas existe, exprime-se entre as veias, o palpitar acelerado de vários corações… entre os olhares apavorados de quem quer algo e não o tem, de alguém que precisa de avançar mas recalcula a rota a cada milésimo de segundo. Quase como se fosse necessário encontrar o novo rumo antes mesmo de cair na tentação.
Corre-se contra o tempo para não mostrar nada, há que conter expressão e forças repletas de vontades. Como? Nem sei! Por vezes, lá se revela mais um pouco daquilo que os dois amantes tentam esconder, a todo o custo, gota por gota, folha por folha, dá-se conta de um amor pouco real. Quem sabe algo platónico. Correspondido? Possivelmente! Vive-se num quarto, um sonho, numa cama vazia e fria o modelo pouco atractivo de seguir. Silencia-se o pranto de cada uma destas personagens, numa história com muito pouco de autêntico. Fica-se pelo simples pecado mortal de olhar, contemplar cada vontade, cada espaço, cada palavra. Olhos nos olhos há um tom assertivo de tudo aquilo que cada um pensa. Será caso para se dizer, tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Chega o comboio, os desconhecidos olham-se, observam-se com a certeza de que faltam segundos para se desfazerem dos pequenos desejos. Fecham-se as portas, pára o tempo, segue o seu percurso, desfaz-se o sonho e vive-se com ele. Volta-se a realidade rotineira de cada dia, agora, com alguém para procurar!

sexta-feira, 24 de junho de 2011



(Sou finalista, mas ainda faltam duas notas...)(assustada)

Pergunto-me como vou escrever coisas que são sentidas, momentos que ficaram na história juntamente com as pessoas de fizeram parte deles.
Tenho as memórias como fotografias, pequenos filmes na minha mente, algo que levo comigo para todo o sempre. Não quero ver isto como um fim de algo, mas sim uma virgula, uma interrupção com continuações... Cada um segue o seu rumo, no entanto, gostava que voltassem a traçar o vosso caminho pelos os meus espaços. 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

7 de Junho

olá bom dia.

Hoje é o dia do meu aniversário.
Junta-se o pessoal e janta-se fora, canta-se os parabéns se assim tiver que ser (desta vez não foi, nem disso me lembrei nem tão pouco do bolo)
Por incrível que pareça deu-me gosto fazê-los, sorri, não me senti mal nem sozinha. Senti-me eu! Não critico ninguém por não se terem lembrado.
É alarmante, assim se passaram 22 anos... pedi muitas  vezes para chegar aos 18 e parar, mas o tempo não me ouviu, simplesmente seguiu. Tornou-se necessário sentir cada parte, cada momento da vida. Precisamos de aprender a escutar mais e a partilhar, a dar valor até as coisas mais básicas do ser humano.
Ser feliz é isto, viver com pouco e sentirmo-nos bem, é ter um sorriso na cara mesmo quando não corre como nos queríamos, é um abraço a dizer apenas: gosto de ti e fazes-me falta!
Muitas vezes não dizemos aos nossos o quanto gostamos deles, é pena, o amanhã é incerto, mas no hoje afirmo que sou feliz. :)
Sabem se pudesse juntava, aquelas pessoas, sim aquelas que fizeram a diferença, que estiveram lá :) como não é possível resta-me escrever sobre isso. Levar-vós nestas palavras, como um barco que leva os passageiros para o destino... não lhes tranco a porta pois é necessário seguir, no entanto, parte de vós ficou por aqui, comigo, faz parte de modo geral.

Hoje escrevi com gosto, pode não ter sido da melhor maneira mas deu-me gozo.
Fecho os olhos e sorriu porque tive um momento feliz, acreditei e realizei parte do que esperava.... ainda a medo, às vezes, é preciso seguir, olhar em frente mesmo com dores a caminhar, ver lado a lado quem nos apoio e quem nos destrói. Para esses tenho um sorriso pois apesar das adversidades estou aqui! Para os outros, os amigos, os verdadeiros tenho a minha palavra, a de que estou aqui e dou o que posso e se não fiz mais foi porque não me foi possível.

Possivelmente nunca o disse: Vocês são importantes para mim :D Preocupo-me realmente! (Lamechas não é? Não estou minimamente preocupada com isso)

Façam o favor de ser felizes, muito felizes.... obrigado pelo caminho traçado, pelas honras da "casa", obrigado por fazerem parte :)

E assim se passou mais um ano a correr!!!

sábado, 14 de maio de 2011

O que foi... a tempestade que aqui passou.

Há dias horríveis em que não nos sentimos bem com nada nem com ninguém. Dias esses em que precisamos de estar sozinhos e aparece o inevitável. De tantos dias, horas e momentos porque é que esta alma tinha de estar aqui? Não lhe desejo mal, mas não a quero aqui! Não hoje, não nestas horas, neste momento. Não tenho a mínima paciência para o que quer que ela faça. Não consigo entender como há uma falta de respeito tão grande. Peço apenas para não explodir, para que quando acabe de escrever este texto eu consigo adormecer logo.
Quanto a mim não estou triste mas também não me dou por feliz. Parece que hoje há qualquer coisa que me toca na ferida, não sei onde me dói, sei apenas que dói.
Sei que não tenho paciência para gentinha com esta menina que vejo diante dos meus olhos, gente que não faz nada na vida e passam a noite inteira no PC sem fazer nada de jeito.. enquanto que um pessoa que fez 400km chega ao quarto e quer alguma paz e sossego para dormir e não tem! Pode-se a apagar a luz e eu continuarei a ouvir o barulho irritante das teclas de quem escreve, mas não escreve nada.
Será que não há mais nada de útil para fazer neste mundo?
Será que não pensa? Será que não lhe custa fazer mal aos outros?
A serio a minha vontade é pegar na minha almofada, na manta e ir dormir lá para fora. Acho que os mosquitos não são nada de mais.

Estou meio triste, doí-me a cabeça, tenho vontade de chorar e queria um abraço, queria colo.
Não dormi nada de jeito no expresso para Leiria. Acho que nestes dois últimos dias vi coisas que nunca esperei ver, vi reacções de alguém que nunca esperei antes…. Vi a realidade a entrar a quem nunca lhe ligou, da maneira mais dura. Vi tudo isso sem pestanejar. É incrível como há tempo para tanta coisa e não existe uns breves momentos para nos ouvirmos uns aos outros. Só chegamos a essa conclusão quando o mundo desaba e ai fala-se sobre tudo, perde-se tempo do tempo que nunca se teve. Sentamo-nos cara-a-cara , olhos nos olhos, e ouvimos, mais importante que isso, somos ouvidos, não pelos outros mas pelos nossos, os familiares.
Bem eu devia deixar-me de histórias e ter ido logo dormir, só que precisava de escrever, deixar a marca de um dia que me pareceu estranho e diferente… pena que tenha sido pelas razões que foram. Não sei se tenho algo mais a acrescentar, sei que tenho de ir descansar, no entanto, ainda vou ligar o PC quando não o deveria fazer.
Liliana, Leiria (chegada a casa), 02:53H, 25 de Abril de 2011. –> Dia de liberdade, o dia em que me sentia mais presa e sem palavras, quase como se fosse proibido falar, argumentar ou discutir. Acho melhor para de reflectir. (Já construi coisas tão belas, agora, fiquei-me pelas mais negras, medonhas e negativas. Assim foi o meu dia)